“Propaganda precisa ser divertida, emocionar, fazer pensar…”
Lembro de ter lido isso em algum momento no começo da minha vida como publicitário. Depois disso, entoava essas palavras dentro da minha cabeça como uma espécie de mantra, antes de começar uma campanha.
O fato é que hoje me pego, de vez em quando, me policiando entre uma e outra nova regra do “ser politicamente correto” na hora de criar.
Colocar mulheres em situações sensuais não pode.
Colocar modelos negros numa campanha pode ser mal interpretado.
Piadas, então, muito cuidado com elas, ainda mais se forem de português, italiano, japonês, negro, judeu ou alemão. De mulçumano então, nem se fala.
Falar de homosexualismo, pelaamordedeus!
O fato é que o problema é muito complexo. Existe sim o preconceito. Somos de natureza reativa, procuramos nos agrupar entre “iguais”. A diferença parece incomodar a maioria das pessoas que costumam se fechar em guetos de minorias, incluindo os que gritam palavras de ordem contra o preconceito.
O boom das redes sociais e seus perfis estão aí e não me deixam mentir.
Sou do tempo em que os modelos da maioria das campanhas eram loirinhos e de olhos verdes, como nos anúncios americanos. O que algum tempo depois, descobrimos o óbvio: era ridículo e quase sempre não tinham nenhuma identificação com o público.
Pois bem, temos problemas em aceitar as diversidades.
Mas qual a mensagem que estamos passando quando reagimos reativamente a qualquer coisa que pareça ou possa de alguma forma melindrar quem quer que seja?
Outro dia tivemos uma campanha nossa denunciada ao Conar, por uma dessas associações de proteção aos animais, por usar expressões como: “Tem gente virando porco”. (Não suje as ruas. Não vire bicho no trânsito). “Tem gente virando onça.” (Não brigue. Não vire bicho no trânsito).
O argumento deles era que os títulos atentavam contra os animais referidos. A ação foi indeferida. Claro, óbvio? Nem tanto, nesses novos tempos de “paura”.
Acho que o bom senso, acreditar na sanidade e na capacidade de discernimento das pessoas sempre serão as melhores réguas.
“Trate o consumidor como burro e ele vai pensar que burro é você.” (Fábio Fernandes)
(Nada contra o “animal”, por favor.)
Voto em mais educação e na construção de valores mais sólidos, como o respeito, a solidariedade e a honestidade, por exemplo.
Proibir nunca foi e nunca será uma opção democrática.

A que ponto chegamos, hein, Dedey?? Hahahahaha… As onças, os porcos e qualquer outro animal, agora, também têm advogados para processar quem os “calunia e difama”… é o fim dos tempos… Se fosse eu a ré de um “processo” dessa natureza, diria cobras e lagartos… e receberia um novo processo, no mínimo… hahahahahaha… dos advogados dos referidos répteis… É a marca mais clara do fim da era Lula: não podemos mais nem usar metáforas!!!
Bjs, amigo!!
Tequinha, e assim caminhamos a passos de tartaruga…
hahahahahahahaa! bjim