Borracha pra panela de pressão.



Gritam vendedores ambulantes, mascates, publicitários enrustidos, sol a pino, no calor das vendas, entre milhos verdes cozidos e churrasquinhos de gato requentados.

A pressão desse mercado é tal qual aquela “muvuca” do centro da cidade, gente correndo atrás de uma oportunidade, gente reclamando da vida, e entre um arroto e uma bufa, buzinas de carros se confundem com os gritos de camelôs desvairados por um lugar à sombra.

Não é fácil ser publicitário, aliás, não é fácil ser coisa alguma que o valha. Mas publicitário segundo o Olivetto é um artesão, não um artista. O prazer do artesão, o artesanato, trabalho que caleja as mãos e o cérebro. E puxando o churrasquinho pra nossa brasa, somos heróis.

Sobrevivemos e vivemos para enaltecer marcas, indústrias, empresas e corporações, a despeito de toda a pressão, a despeito de qualquer desrespeito, com o valor que se dá e com a desvalorização que às vezes se pretende; estamos lá, heroicamente, sol a sol.

Não é fácil ser publicitário debaixo de tanta pressão.

Aliás, Nizan Guanaes, na festa da Jangadeiro, disse: “remunere bem as suas agências! Vocês se surpreenderiam se soubessem o nível de comprometimento que esses profissionais tem com os seus clientes…”

E é bem assim. Somos esse tipo de gente apaixonada que vende o almoço pra comprar a janta.

Gostamos do que fazemos, pelo vício de gritar a plenos pulmões quando uma campanha faz sucesso. Somos mesmo essa espécie de camelôs metidos a besta.

E se não tem borracha que segure essa pressão, desentupidor de fogão a gás reaquece as motivações e uma legítima pomadinha japonesa segura a paudurescência.

Porque a pressão amacia o que é duro, mas esbagaça o que é mole.

 

Propaganda Política e Xampu pra careca.



 

Já perceberam que propaganda eleitoral e propaganda de xampu pra careca é sempre a mesma coisa? Todas dizem ter uma fórmula secreta e milagrosa que vai resolver o problema de uma vez por todas. E a maioria é ou muito chata, ou comicamente ridícula.

E pelo que me consta quase ninguém cumpre realmente o que promete.

Nem todas as várias tentativas vans, nem todas as frustrações, faz desistir um insistente ex-cabeludo de querer um dia ver novamente seus cabelos caindo pelos olhos e a sua felicidade renascendo.

Com a propaganda eleitoral é a mesma coisa. A impressão que se tem é  que baixaram um decreto dizendo que o formato tem que ser aquele: Cansativo, chato e pelo que me consta, absolutamente ineficiente.  Não se apresenta ideias novas com conversa velha. Não é crível.

É chato? Zap e pronto!

O fato é que assim como carecas não se conformam com a falta de cabelo, povo não se conforma com as coisas básicas que lhes falta.  E talvez por isso esse formato anacrônico se perpetue.

A diferença é que todo bom careca ainda se interessa por propaganda de Xampu pra careca, o que não acontece com a propaganda eleitoral.

Todas as pesquisas já disseram sobre o pouco interesse da população pela política. Então porque seguir sendo desinteressante?

Seguimos, salvo raríssimas exceções, fazendo propaganda eleitoral sem imaginação, sem paixão, sem credibilidade e sem graça.

O resultado é que nem bem começa e o candidato já acendeu a luz da rejeição.

E quem já trabalhou em campanha política sabe bem que índices de rejeição não são fáceis de reverterem.

Quer cuidar bem da sua imagem? Comece pela estratégia de campanha.

Depois, quem sabe, procure um bom Xampu.

 

[Webinsider] O que as pessoas esperam da sua startup?



Minha publicação em [sic] um dos principais sites de artigos e conteúdo analítico sobre marketing, negócios, criação e conteúdo no ambiente online.

No artigo abordo startup enquanto ideia, e não como modelo de negócios. Vale a pena dar uma lida: http://webinsider.uol.com.br/2012/03/31/o-que-as-pessoas-esperam-da-sua-startup/

A Nova Onda.



Ontem fez um ano que o Japão foi parcialmente destruído pela maior catástrofe natural da sua história. Antes, só duas bombas atômicas lançadas simultaneamente fizeram tanto estrago.

Vendo hoje as imagens do Tsunami no Japão, ficamos ainda estarrecidos e incrédulos com tamanha força e capacidade destrutiva que a natureza infringiu àquelas pessoas.

Simplesmente não dá pra comparar com nada, pois não houve nada igual na história. Não no nosso tempo. Primeiro um terremoto arrasador, depois um Tsunami gigante, e pra completar um grande vazamento radioativo em Fukushima.

Lembro que na época, tentamos minimizar a sua gravidade. Eu e um monte de japoneses e descendentes. Por quê? Acho que tenho uma resposta simples: Japoneses não gostam que sintam pena deles.

Orgulho é um sentimento que mais lhe apraz. Sim japoneses são talhados para enfrentar e vencer desafios. Aos fracos apenas a “morte honrosa”. É cultural, está no sangue.

Tanto é assim, que um ano depois, o mundo inteiro olha novamente incrédulo para o Japão. Agora, pela capacidade de se reerguer em tão pouco tempo, que já é virou uma patente japonesa para o mundo.

A capacidade de reconstrução do homem versus a capacidade de destruição da natureza. Não é uma disputa, mas é uma luta, um “bom combate” do homem com a sua própria capacidade de superação e desatinos.

Mas o que é que os japoneses têm de tão especial? A atitude é diferente. Japoneses não choram por muito tempo, não se lamentam pra sempre. O que falta nos políticos sobra no povo.

Alguém sabe por que o Japão é tão limpo? Aliás, vocês sabiam que no Japão não existe a profissão de gari? A segunda pergunta já responde à primeira: não é porque eles limpam, mas principalmente porque eles não sujam.

Isso me remete de volta ao Brasil. Por que nossas cidades são tão sujas? Porque nós sujamos ora! E ridiculamente vivemos reclamando da vida e da sujeira (em todos os sentidos). Isso também é cultural.

Enquanto no Japão, pessoas devolviam carteiras achadas nos escombros, em Teresópolis e Nova Friburgo, Estado do Rio de Janeiro, políticos e empreiteiras embolsavam o dinheiro da reconstrução na maior catástrofe natural do Brasil.

A diferença é simples: Japoneses pensam no coletivo, enquanto por aqui é cada um por si e Deus por todos.

“O destino a gente não pode controlar, é ele que nos dá as opções na vida. Mas o caráter você pode moldá-lo quase que completamente e é ele o seu caráter que faz as escolhas…” (Zygmunt Bauman)

 

Sim, hoje meu lado japonês sente orgulho do sangue que corre nas minhas veias. Mas o meu lado brasileiro sente um pouco de vergonha com as coisas que ainda acontecem por aqui.

 

Mude o rótulo!



O ser humano adora rotular: “fulano é assim, Sicrano é assado, aquele lugar é assim, aquele outro é assado…”

Fazemos isso com pessoas, lugares, objetos, situações, enfim rotulamos tudo o que podemos, como uma espécie de bussola mental, estabelecendo referências de quem gostar ou evitar, de onde se aproximar e de onde não ir.

Nos sentimos mais seguros quando achamos que conhecemos as pessoas e os lugares.

Na verdade nós publicitários usamos isso para posicionar empresas e criar identificação e relacionamento com seu público.

Mas não é de empresas que quero falar. Quero mesmo falar de pessoas.

De como, muitas vezes, somos cruéis nesse exercício de rotular pessoas, e outras vezes, como nos tornamos reféns das nossas próprias definições.

Muita gente pode dizer que somos assim mesmo, que essa é a nossa natureza e que você será rotulado pelos seus erros ou acertos.

Pense naquele seu amigo que fez uma besteira muito grande na vida, ou daquele outro que fez algo memorável. Percebeu?

Não importa se o tempo passou, não importa se essa pessoa mudou. Ela já foi rotulada. E depois de rotulado fica muito difícil se livrar desse estigma. Rótulos costumam grudar na testa como em vidros de requeijão.

Alguns são carrascos por natureza, outros, prisioneiros do próprio julgamento. (Lá vem ele rotulando!)

Prefiro acreditar que todos nós somos capazes de reverter nossa própria história e renovar os nossos rótulos e posicionamentos.

Só não tente seguir vendendo um produto novo usando um rótulo velho. Não vai funcionar. Não mesmo.

Quer uma dica? Mude de conteúdo e de atitude, faça um grande esforço para que as pessoas que lhe interessam percebam essa mudança, torne isso a sua verdade.

A maioria das pessoas fazem questão de ser muito previsíveis o que facilita rotulá-las. Surpreenda!

Isso vai livrá-lo dos rótulos? Provavelmente não. Mas pelo menos você ganhará um rótulo novinho em folha lá no topo da prateleira.

 

 

Aviso aos navegantes



 

Caros Macacos, daqui a alguns meses estaremos completando 5 anos de vida.

E digo sim, “de vida”, porque não é fácil sobreviver num terreno tão inóspito, quanto é o nosso mercado, terra da “farinha pouca meu pirão primeiro” e do “Deus nos acuda”, da carne seca e verbas, idem.

Não só sobrevivemos, como crescemos: mãos calejadas, cérebros idem.  Porque não é fácil crescer num campo de terras não aradas.

Não sabíamos se aquelas sementes iriam brotar, mas queríamos plantar algo novo, uma idéia nova. E brotou.

Acho que foi Steve Jobs que disse: “Quero ter orgulho das coisas que fiz, tanto quanto das coisas que deixei de fazer…” Eu penso assim também.

A vida estava bem segura para a maioria de nós, antes dessa idéia louca de tentar algo diferente e embarcamos numa nova jornada.

“Os barcos estão muito mais seguros nos portos, mas não foi pra isso que eles foram construídos…” Diz outro ditado. Eu procuro viver assim também.

Da terra árida, aos mares dantes navegados, saibam que cada pessoa que compõe esta agência tem o DNA desbravador. E eu me orgulho de todos.

Capitães e marujos, entre calmarias e maremotos; estamos todos no mesmo barco. Somos feitos da mesma fibra.

Quero olhar para trás e ver o caminho que percorremos. Tão distante da origem, que a idéia da volta seja por demais enfadonha, e a única opção seja sempre continuar em frente.

Não prometo terra firme, apenas a emoção de navegar . O vento está soprando ao nosso favor.

Vamos içar as velas!

Faça mais pela sua propaganda



Quando surgimos há pouco mais de 4 anos, afirmamos o nosso desejo de revitalizar a propaganda, e é o que continuamos a fazer com trabalhos que envolvem Marketing Digital, Marketing Promocional, Trade Marketing, e Publicidade.

O espírito da Boa Propaganda está presente em tudo o que fazemos, especialmente em jobs como: ação de branding com a Banda Cine para a Coca-Cola Zero, resultando em mais de meio milhão de acessos no hotsite nos 7 dias de ação; ativação da campanha “Big Splash”, em Fortaleza e Natal com ação posteriomente indicada ao Coca-Cola Awareness; campanhas sociais contra o Crack e a Violência no Trânsito para a Bandeirantes Mídia Exterior Nordeste; criação de “Motion Graphics” para a apresentação internacional da Nutrilite, a maior fazenda orgânica de acerola do mundo; lançamento da Crush Cajuína no Cariri; ação de brand experience para os Sucos Del Valle Kapo utilizando recursos de realidade aumentada, criação do aplicativo oficial dos 125 anos da Coca-Cola Brasil para a fan page mundial no Facebook, e a conquista da conta do Trade Marketing do Grupo M. Dias Branco, a maior indústria de alimentos da América Latina e a 6ª maior do Mundo. Queremos continuar a fazer história e queremos fazer isso para clientes que desejam inovação e um novo jeito de pensar.

Nós podemos fazer mais por você.